11 de fevereiro de 2020, 12:10

ANÁLISE ESTÉTICA FACIAL: IDADE

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Em qual idade somos mais bonitos?

Essa é uma pergunta muito subjetiva e de difícil resposta, pois a variação da beleza individual pode ocorrer de um dia para o outro (basta uma noite mal dormida para comprovar este argumento), imagina quando se leva em consideração os anos?

Existe um termo chamado neotonia, que refere-se à conservação de características juvenis no adulto, também conhecida como pseudomorfose, e que tenta explicar porque a famosa “cara de bebê” exerce uma certa atratividade. Olhos grandes, nariz pequeno, lábios grossos e face redonda, todas essas características comuns nos bebês parecem ser positivas na aparência dos adultos. Acredita-se que esse efeito ocorre pela tendência humana inata de cuidar de recém-nascido. Será?

Pode ser, mas é só uma teoria.

Embora a beleza pode ser encontrada em todas as idades é difícil precisar em qual época ela é melhor avaliada. Um mesmo indivíduo pode passar por fases de melhora ou piora da sua estética facial dependendo do momento de avaliação.

A idade, sem dúvida alguma, é o componente mais subjetivo da aparência facial. É praticamente impossível estabelecer qual época que as pessoas atingem o ápice de sua beleza. Precisar o momento mais adequado, ou mesmo a melhor fase como infância, juventude, idade adulta e velhice também é praticamente impossível.

É claro que a jovialidade é um forte fator positivo em uma avaliação. O chamado “frescor da idade” , certamente, contribui para a melhora da estética. Mas saber ao certo quantificar essa melhora não é possível. Até porque o interesse do avaliador também muda com o tempo.

Parece que os jovens costumam ser mais rigorosos com suas avaliações do que os mais longevos. É normal, os indivíduos costumam simpatizar com os semelhantes.

O quanto cada “ruginha” ou marca do tempo irá influenciar na percepção da predileção é material de difícil discussão. Costuma-se ser mais generoso com os similares, mas nem sempre.

Nesse universo de gosto, interesse, preferência, simpatia e apetência é quase impossível estabelecer o limite exato da plenitude da beleza facial. Somos bons em reconhecer o belo e o formoso, mas não temos a mesma aptidão em escolher esses atributos qualificando-os pelos ciclos da vida.

Se por um lado não é fácil perceber a ajuda da idade para a melhora da beleza facial, por outro, não é difícil reparar no seu lado adverso e prejudicial.

A verdade é que o avanço da idade influencia negativamente a aparência facial, porque está relacionado com problemas ligados à quantidade de tecido mole, que sofre alterações de espessura e distribuição. Tecidos gordurosos, musculares, glândulas e pele apresentam alterações com o tempo, resultado da perda de flexibilidade, elasticidade e tônus. A diminuição da quantidade de água e colágeno são os maiores responsáveis.

O surgimento das marcas do tempo, como as rugas e quedas, é um acontecimento inexorável que, infelizmente, afasta a beleza e aproxima a feiura.

Conhecer esse processo de envelhecimento ajuda a perceber as possibilidades e limitações dos pacientes que adentram ou já estão no grupo de adultos que apresentam com veemência as marcas do tempo. Um tratamento ortodôntico tanto pode ajudar como prejudicar alguns traços da juventude e ter consequência disso é um grande passo para buscar as melhores soluções estéticas e funcionais, sabendo que um dos fatores decisivos de tomada de decisões está fortemente ligado ao porvir.

Do ponto de vista da Ortodontia, é preciso saber que a idade tanto afeta o tegumento de tecido mole, quanto a estrutura dentoesquelética e, consequentemente, vários processos de envelhecimento facial são afetados pela biomecânica empregada em um tratamento ortodôntico. Sendo assim, conhecer esses efeitos serve para uma elaboração de um correto planejamento e um adequado prognóstico.

Fonte: Livro “Estética em Ortodontia: um sorriso para cada face”, de Carlos Alexandre Câmara.

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