1 de fevereiro de 2021, 19:55.

CÂNCER BUCAL

 

 

O câncer da boca (também conhecido como câncer de lábio e cavidade oral) é um tumor maligno que afeta lábios, estruturas da boca, como gengivas, bochechas, céu da boca, língua (principalmente as bordas) e a região embaixo da língua. A maioria dos casos é diagnosticada em estágios avançados. A parte posterior da língua, as amígdalas e o palato fibroso fazem parte da região chamada orofaringe e seus tumores têm comportamento diferente do câncer de cavidade oral. É uma doença de importante magnitude no Brasil, com variações regionais significativas, tanto na incidência quanto na mortalidade. Esse tipo de câncer é mais comum em homens acima dos 40 anos, e é o quarto tipo mais frequente em pessoas do sexo masculino na região sudeste.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que para cada ano do triênio 2020/2022 sejam diagnosticados no Brasil 15.190 novos casos de câncer de boca e orofaringe (11.180 em homens e 4.010 em mulheres). Esses valores correspondem a um risco estimado de 10,69 casos novos a cada 100 mil homens e de 3,71 para cada 100 mil mulhures, sendo o 13o mais frequente tipo de câncer.

Sinais e Sintomas

Mesmo sendo um câncer de difícil diagnóstico nas fases iniciais, alguns sintomas e sinais na cavidade bucal podem ajudar na identificação da doença. Segundo o Ministério da Saúde, entre esses sinais estão:
• Lesões (feridas) na cavidade oral ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias, que podem apresentar sangramentos e estejam crescendo;
• Manchas e/ou placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, céu da boca ou bochechas;
• Nódulos (caroços) no pescoço;
• Rouquidão persistente.

Já no estado mais avançado do câncer, outros sintomas também podem aparecer como:
• Dificuldade de mastigar e de engolir;
• Dificuldade na fala;
• Sensação de que há algo preso na garganta;
• Dificuldade para movimentar a língua.

Fatores de risco para a ocorrência do cancer bucal:

Fumo: usuários de tabaco representam 80% dos casos de câncer de boca e o risco é proporcional à quantidade de fumo consumida. A chance de essas pessoas desenvolverem câncer de boca é de seis a 16 vezes maior que entre as não fumantes.
Álcool: o consumo de bebidas alcoólicas é um fator de risco importante, principalmente, entre os chamados bebedores pesados, que bebem mais de 21 doses de álcool por semana. O risco é seis vezes maior para quem não bebe. Além disso, o álcool potencializa a ação do tabaco.
Idade: o risco de câncer bucal aumenta com a idade.
Sexo: dois terços dos pacientes são homens.
Sexo oral e HPV: a infecção pelo papilomavírus humano (HPV) pode causar câncer de boca. Por isso, é importante usar preservativo durante a prática.
Irritações da mucosa bucal: dentaduras, pontes e coroas precisam ser avaliadas periodicamente pelo dentista; as dentaduras devem ser removidas e limpas todas as noites.
Imunossupressão: pessoas que tomam drogas imunossupressoras, para evitar a rejeição de um transplante, por exemplo, também podem ter risco aumentado para câncer de boca.
Exposição ao sol: grande parte dos pacientes com câncer de lábio são profissionais que trabalham ao ar livre, expostos à radiação ultravioleta do sol. Protetor labial com filtro solar ajuda na prevenção.
Alimentação: dietas pobres em frutas, legumes e verduras também estão associadas a maior risco de câncer de boca.

O papel do dentista na prevenção do câncer bucal:

O dentista pode ser o primeiro a observar os sinais e sintomas de um câncer bucal nas consultas rotineiras. Ao examinar os seus dentes, o dentista também costuma fazer um exame das gengivas, lábios e bochechas. Caso este profissional observe alguma lesão que suspeite de câncer bucal, ele pode fazer uma biópsia. Por isto, não deixe de visitar o seu dentista a cada 6 meses!

Após o diagnóstico, uma equipe de especialistas desenvolve um plano de tratamento especial para cada paciente, pois cada caso precisa ser estudado em decorrência do estágio do câncer. Quase sempre a cirurgia é indispensável, após isso inicia-se um tratamento com quimioterapia ou radioterapia.

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