15 de maio de 2017, 17:20.

Herpes Bucal

O herpes é uma doença com manifestação bucal causada pelo herpesvírus hominis. A infecção primária geralmente ocorre durante a infância, ao redor dos 2 ou 3 anos de idade através de gotículas de saliva contaminadas ou pelo eventual contato com as secreções das lesões das pessoas que apresentam clinicamente a doença. Como resposta a este primeiro evento, ocorre a ativação do sistema imunológico do paciente e haverá ou não a expressão clínica da doença. Na maioria das vezes (99%), ocorre a formação de anticorpos e a doença não se expressa ou a faz de forma imperceptível.

Estima-se que 70 a 90% de todos os adultos no mundo sejam portadores do vírus do herpes, mas sem a doença se manifestar em todos os casos, na verdade, a herpes labial desenvolve-se em apenas 10% das pessoas.

Uma vez adquirido o vírus, este permanece em nosso organismo em sua forma latente nos gânglios nervosos, podendo ser reativado. Determinados fatores podem favorecer a sua aparição, estes podem ser:

– Os raios do sol, principalmente os UVB. O sol seria responsável por 25% das recorrências de herpes labial. Esses raios fragilizam o sistema imunológico e favorecem a reativação do vírus.

– Doenças infecciosas como gripe ou resfriados;

– Febre (muitas vezes ocasionada devido a uma fragilização do sistema imunológico);

– Problemas psíquicos ou nervosos;

– Fadiga;

– Frio (temperaturas amenas);

– Ferimentos na boca (após exposição solar e surgimento de bolhas);

– Enfraquecimento do sistema imunológico, por exemplo, devido a uma grande fadiga ou a doenças do sistema imunológico (como AIDS);

– A menstruação e a gravidez (variações hormonais em geral).

No entanto, se você vier a ser contaminado com o vírus (a primeira contaminação), é interessante saber que o tempo de incubação é de 3 a 7 dias. Isso significa que se você for desenvolver os sintomas da herpes labial (o que de longe nem sempre é o caso) vai demorar entre 3 a 7 dias para os primeiros sintomas aparecerem após o dia da infecção (dia 0). Você deve saber que durante esta fase de incubação a pessoa não é contagiosa.

O quadro clínico inicia-se por alteração do quadro geral, com ocorrência de febre, mal estar geral, dores articulares, irritabilidade e dor ao deglutir. O quadro local tem início por inflamação gengival, com edema, eritema e dor que precede a formação de vesículas, inicialmente na própria gengiva, que depois se estendem para a língua, palato, mucosa jugal, orofaringe e região bucal. As vesículas aparecem até o sexto dia, rompem-se rapidamente, deixando no local úlceras rasas. A dor intensa completa o quadro clínico. Num período de 7 a 14 dias, não havendo complicações, as lesões regridem sem deixar sequelas, desaparecendo juntamente com os sintomas sistêmicos e a linfoadenopatia.

O diagnóstico de herpes bucal deverá ser realizado por um cirurgião-dentista, que irá indicar a melhor forma de tratamento. O tratamento habitual para o herpes labial consiste na aplicação tópica ou ingestão via oral de medicamentos anti-virais.

O herpes labial é na maioria das vezes, uma doença benigna. Todavia, o vírus da herpes presente ao redor da boca pode se propagar para outras partes do rosto ou do corpo. Em caso de herpes ao redor dos olhos, consulte um médico. Este vírus pode ocasionalmente causar infecções genitais, hepatite, infecções do trato respiratório (como a faringite herpética), síndromes nervosas e esofagites. Pessoas imunodeprimidas (como pacientes com HIV e em quimioterapia do câncer) podem sofrer complicações mais sérias com a herpes labial do que uma pessoal saudável.

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